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Educação EDUCAÇÃO

Bolsonaro anuncia aumento acima da inflação real para professores da educação básica

“Isso é 1 crime que fazem com o futuro de uma geração, deixá-las longe de uma educação de qualidade”, disse o presidente.

16/01/2020 22h27
Por: AlvoNotícias Fonte: MSN
Bolsonaro anuncia aumento acima da inflação real para professores da educação básica

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 5ª feira (16.jan.2020), em live no Facebook, que haverá aumento de 12,84% para todos os professores da educação básica do país. A medida foi anunciada em conjunto com o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

“Eu sei que ainda é baixo em relação ao que deveria ser, porque são esses professores que são os heróis. Então está saindo de R$ 2.557 para R$ 2.886, que é o salário de referência na maior parte dos Estados e municípios”, disse o ministro.

“Eu não vou parafrasear o ‘9 dedos’, mas nunca na história teve 1 aumento acima da inflação real. Porque no passado tinha inflação. O PT ia levar o Brasil de volta para a inflação”, completou, fazendo uma crítica ao ex-presidente Lula.

Bolsonaro disse que essa é uma resposta aos protestos contra o governo e o Ministério da Educação em 2019.

“Tem muitos estudantes que foram às ruas contra você no ano passado”, disse Bolsonaro, sorrindo, a Weintraub. “Contra o senhor. Eu sou apenas 1 instrumento, presidente”, rebateu o ministro. “Na realidade, o dinheiro não é meu, nem seu, é do povo. Agora nós estamos retomando a quem é de direito”, respondeu o presidente.

Na live, também participaram: o secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, e o secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Junior, além de 1 intérprete de libras.

Segundo Bolsonaro, governadores do Nordeste tentaram vetar o reajuste dos salários dos professores.

“Chegou por vias tortuosas a mim, que o pessoal do Nordeste queria que a gente vetasse esse reajuste para sobrar mais dinheiro para eles investirem em outra área”, disse.

Segundo Weintraub, os governadores queriam que não houvesse ligação entre o aumento do salário e o aumento da arrecadação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

“Porque o reajuste, ele vem, presidente, da melhora que o senhor está proporcionando na economia. Como a economia está melhorando, aumentando a arrecadação, o Fundeb, que é o fundo que a gente manda para Estados e municípios bancarem a educação, ele é fruto dessa melhora geral da economia. E esse dinheiro, que iria pra eles, eu presenciei a pressão para que o senhor vetasse, a ligação entre o aumento do Fundeb para o aumento do salário dos professores. Ia sobrar mais dinheiro na mão dessa turma. E o senhor não cedeu à pressão e falou: ‘Não, a prioridade é o professor, não vou vetar'”, disse o ministro.

Crítica aos governos de São Paulo e Rio

O presidente e o ministro criticaram a atual situação da educação no Brasil e culparam governos anteriores ao falar sobre o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). “[O ano de] 2018, foi o fundo do poço, presidente. Tenho certeza que o senhor entregará a educação melhor. No final do seu 1º mandato, a gente vai saber o resultado”, disse, Weintraub.

Ao elogiar o ensino em escolas militares, criticaram o fato de os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, de João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC), respectivamente, não terem implementado a escola cívico-militar. “Tem ainda uns governadores do Nordeste, lá, de esquerda, que também não quiseram não“, disse o ministro.

Em outubro do ano passado, o Governo de São Paulo havia deixado de aderir ao programa nacional do MEC para criação de escolas cívico-militares. Dias mais tarde, no entanto, Doria voltou atrás e pediu para que o Estado fosse incluído.

Segundo Weintraub, no Rio de Janeiro, o programa cívico-militar será implantado apenas na capital pois o prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), quis adotar a ideai.

“É importante que as pessoas escolham seus prefeitos e governadores alinhados com o senhor, porque tem gente que faz birra. Porque que eles não quiseram escola cívico-militar? Porque é 1 modelo que dá tão certo e vai entrar na conta do senhor e eles não vão querer”, disse o ministro.

“Isso é 1 crime que fazem com o futuro de uma geração, deixá-las longe de uma educação de qualidade”, completou Bolsonaro.

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