Escritório Confiança
Brasileiro

Rondoniense deixa a prisão no Japão após o pagamento de uma fiança de valor equivalente a R$ 17,8 milhões

Nascido em Porto Velho, Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi é acusado de violações financeiras.

25/04/2019 23h43Atualizado há 6 meses
Por: AlvoNotícias
Fonte: g1

O executivo Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi libertado nesta quinta-feira (25) após o pagamento de uma fiança de US$ 4,5 milhões, valor equivalente a R$ 17,8 milhões. O brasileiro estava preso desde 4 de abril, quando foi detido pela segunda vez no Japão por violações financeiras.

Vestindo um terno escuro e sem gravata, Ghosn deixou o centro detenção por volta das 22h20 locais (10h20, horário de Brasília), acompanhado de um de seus advogados.

O tribunal estabeleceu como condições para a liberdade, entre outras coisas, a proibição da saída de Ghosn do Japão e qualquer tentativa por ele de manipular possíveis provas nas investigações abertas contra ele.

Outra exigência das autoridades é o contato restrito com sua mulher, Carole Ghosn. O brasileiro só pode se encontrar com ela com autorização da Justiça, e em local e hora determinados.

 

Inicialmente, o pedido foi contestado pela Promotoria japonesa, que entrou com um recurso contra a liberdade de Ghosn. O tribunal, no entanto, rejeitou o pedido.Carlos Ghosn deixa centro de detenção de Tóquio nesta quinta-feira (25) — Foto: Issei Kato/Reuters

Carlos Ghosn deixa centro de detenção de Tóquio nesta quinta-feira (25) — Foto: Issei Kato/Reuters

 

Histórico do caso

 

Ghosn foi preso no Japão em 19 de novembro do ano passado e, desde então, deixou a presidência do conselho das três montadoras que comandava: Nissan, Mitsubishi e Renault.

Ele foi solto sob pagamento de fiança no último 6 de março, após mais de 100 dias detido, e aguardava o julgamento em liberdade, sob regras rígidas. No entanto, Ghosn  foi preso novamente em 4 de abril devido a novas acusações das autoridades.

O brasileiro estava à frente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Juntas, as 3 marcas foram o grupo que mais vendeu carros no mundo em 2017 e em 2018.

 
O que se sabe sobre o caso de Carlos Ghosn — Foto: Arte/G1O que se sabe sobre o caso de Carlos Ghosn — Foto: Arte/G1

O que se sabe sobre o caso de Carlos Ghosn — Foto: Arte/G1

 

 
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.