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23/08/2017 ás 10h22

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Como Identificar uma Relação Violenta:
O silêncio sobre as violências sofridas no lar reforçam e contribuem para a manutenção e continuidade das agressões.
Como Identificar uma Relação Violenta:

A violência pode ser praticada de diversas formas e não deixar marcas físicas. Ela trás consequências para a pessoa que é vitimada, que variam de acordo com a intensidade, a frequência, a resistência física e emocional e a capacidade de superação de cada pessoa. Muitas vezes, as pessoas demoram a identificar alguns atos violentos contra elas, pois aprenderam a ver como normais comportamentos autoritários, ofensivos e agressivos por parte de namorados, companheiros, maridos, pais, irmãos e até mesmo os filhos. Existem muitas formas sutis de praticar violência e nem sempre as percebemos.


O silêncio sobre as violências sofridas no lar reforçam e contribuem para a manutenção e continuidade das agressões. A denúncia, a responsabilização e o atendimento adequado, na maioria dos casos, estabelecem limites na conduta do agressor, ajudam a cessar a violência e previnem novos e mais graves danos à mulher.


Identificamos a existência de violência em um relacionamento quando:




  • Você tem medo do homem com quem tem um relacionamento amoroso (ou que faz parte da tua convivência doméstica e familiar);




  • Você não sente segurança em sua própria casa;




  • Além de você, seus filhos também são humilhados, ameaçados ou espancados;




  • Você se sente cansada de ser humilhada publicamente;




  • A sua vontade de ação fica restrita pelo medo;




  • O seu companheiro, marido ou namorado passa a usar formas violentas para lhe obrigar a manter relações sexuais;




  • O seu companheiro, marido ou namorado exige que você mantenha relações sexuais com ele, mesmo quando você está indisposta, sem vontade ou com problemas de saúde;




  • Você começa a sentir no próprio corpo os efeitos da violência e do medo, através de dores de cabeça constantes, úlcera, falta de desejo sexual, depressão, tremores, insegurança, e mesmo hematomas resultantes de espancamentos, entre outros;




  • As atitudes do agressor são tão drásticas que você sente que da "próxima vez" pode morrer;




 




  • Tipos de violência doméstica e familiar;




As agressões definidas em lei como violência doméstica e familiar são:


Violência psicológica: causar dano emocional, diminuir a autoestima, prejudicar e perturbar o pleno desenvolvimento pessoal, degradar ou controlar comportamentos, ações, crenças e decisões mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação e isolamento, tirando a liberdade de pensamento ou ação;


Violência física: ofender a integridade ou a saúde corporal, bater, chutar, queimar, cortar, mutilar;


Violência moral: ofender com calúnias, insultos ou difamação - lançar opiniões contra a reputação moral, críticas mentirosas e xingamentos;


Violência patrimonial: reter, subtrair, destruir parcial ou totalmente objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos;


Violência sexual: presenciar, manter ou obrigar a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força que induza a mulher a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade.


 


 




  • Mitos e lendas sobre a violência;




  • A violência doméstica ocorre muito esporadicamente;




  • A violência doméstica é um problema exclusivamente familiar: "Roupa suja se lava em casa";




  • A violência só acontece entre famílias de baixa renda e pouca instrução;




  • As mulheres provocam ou gostam de violência;




  • A violência só ocorre nas famílias problemáticas;




  • Os agressores não sabem controlar suas emoções;




  • Se a situação fosse realmente tão grave, as vítimas abandonariam logo seus agressores;




  • É fácil identificar o tipo de mulher que apanha;




  • A violência doméstica vem de problemas com álcool, drogas ou doenças mentais;




  • Para acabar com a violência basta proteger as vítimas e punir os agressores.




 




  • O Ciclo da Violência:




A violência doméstica e familiar contra a mulher funciona como um sistema circular que se repete ao longo de meses ou anos, e se apresenta, basicamente, em três fases:




  1. Tensão: Nesta fase, o agressor utiliza-se de qualquer pretexto do dia a dia para direcionar suas tensões sobre a vítima.




  2. Explosão: Nesta fase o agressor, de maneira grave e constante, maltrata física e psicologicamente a vítima, que procura defender-se na tentativa de que ele pare com a violência. Os ataques de grande intensidade, em geral, ocasionam leões graves gerando a necessidade de cuidados médicos, o que é dificultado pelo agressor;




  3. Lua de Mel: Etapa em que o agressor se mostra arrependido e promete não voltar a ser violento. Justifica seu comportamento por ter tido um mal dia no trabalho, por ter consumido álcool ou drogas, ou culpa a vítima de ter provocado o seu descontrole. O agressor passa a tratar a vítima com delicadeza e a seduz fazendo com que acredite que foi essa a última vez em que ocorreram as agressões. Surge a esperança de mudança.


    Obs: Na repetição do ciclo de violência, as fases de tensão e lua de mel tornam-se cada vez menores e a fase de explosão cada vez mais intensa. A possibilidade de se chegar a situação-limite (homicídio) é gradativamente mais presente na relação.




 




  • Locais e situações de ocorrência da violência doméstica e familiar;




Na unidade doméstica: na casa onde convivem parentes ou não, incluindo pessoas que frequentam essa casa ou vivem ali como agregadas;


Na família: comunidade familiar formada por pessoas que são ou se consideram parentes por laços de sangue ou afinidade;


Nas relações íntimas de afeto: situações nas quais o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independente do fato de ter vivido sob o mesmo teto, em uma mesma casa.

FONTE: TJ-AO

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