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11/02/2019 ás 22h41

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Alvorada do Oeste / RO

Cirurgias para correção de lábio leporino estão sendo realizadas no Hospital de Base
Hoje crianças que nascem com essa má formação, já são identificadas na hora do nascimento e já são encaminhadas para o núcleo.
Cirurgias para correção de lábio leporino estão sendo realizadas no Hospital de Base

Regiane Oliveira, mãe do pequeno Arthur, fala hoje com tranquilidade quando viu o rostinho do seu filho pela primeira vez e percebeu que ele nasceu com má formação decorrente da não-junção entre a parte esquerda do lábio, conhecido como lábio leporino.

Segunda ela, imediatamente foi encaminhada para uma consulta na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), com o cirurgião plástico, que avaliou a criança e já começaram os procedimentos para a primeira cirurgia. Para corrigir o lábio leporino, o procedimento geralmente é feito a partir dos três meses de vida do bebê, se estiver com boa saúde, dentro do peso ideal e sem anemia.

Já a cirurgia para corrigir a fenda palatina pode ser feita quando o bebê estiver aproximadamente 18 meses. O Arthur fez com um ano e nove meses, pela equipe da Operação Sorriso, que vem a Porto Velho uma vez por ano. O Arthur nasceu tanto com lábio leporino como a fenda palatina, ou seja, nasceu com a fissura labiopalatina, por isso a necessidade das duas cirurgias.

OPERAÇÃO SORRISO

A Operação Sorriso realizou em dezembro do ano passado a 5ª missão humanitária, (como é chamado o atendimento), em Porto Velho. A missão inaugural aconteceu em 2014, a convite de uma enfermeira da capital rondoniense, que identificou na região uma grande carência de especialistas em fissura labiopalatina e uma alta demanda reprimida.

Todos os bebês que nasciam com essa má formação antes de 2014, eram encaminhadas para tratamento fora do Estado, via TFD – Tratamento Fora de Domicilio.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO

4 missões Humanitárias – 230 Voluntários Envolvidos – 445 Pessoas Atendidas – 4005 Consultas Realizadas – 269 Pessoas Operadas – 388 Procedimentos Cirúrgicos

NÚCLEO DE FISSURADO

Vendo a necessidade de mães carentes, inclusive as que residem no interior do Estado, que não tinham condições de virem até a capital para fazer o processo de TFD, foi feita a proposta para a Secretaria de Saúde do Estado, Ministério Publico, para a implantação do núcleo, onde faz uma busca ativa dessas crianças que nunca tiveram acesso a essa cirurgia, e desde do início do mês de fevereiro, essa cirurgia está sendo realizada no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro em Porto Velho.

Foi montada uma equipe multidisciplinar, para a realização de cirurgias menos complexas, e no final do ano a equipe da Operação Sorriso, fará as mais complexas. Segundo a Enfermeira e Coordenadora do NUFIS, Maria José, se a criança passa dos seis meses para fazer a primeira cirurgia, ou se passa de um ano para fazer o palato, interfere muito na fala, na alimentação, essa criança também não terá o peso correto.

Hoje crianças que nascem com essa má formação, já são identificadas na hora do nascimento e já são encaminhadas para o núcleo, onde é feito o cadastro desse bebê, tendo toda assistência pelo Hospital, através do NUFIS como: nutricionista, dentista, fonoaudiólogo, e até psicólogo para mães que muitas vezes não sabe lidar com essa situação do filho. “Hoje somente crianças sindrômicas, que fazem uso de gastrostomia, são encaminhadas para outro estado”, disse a Coordenadora do Núcleo de Fissurado de Rondônia.

“Quando vi minha filha pela primeira vez, tive um susto em ver minha bebê com o lábio aberto, não conseguia nem olhar direito pra ela, eu e meu esposo ficamos abalados, sem saber o que fazer”, foi o que disse Leia Corina, mãe de Gabriela, que está com três meses de vida, a criança que logo após o nascimento foi encaminhada para o Núcleo de Fissurado de Rondônia, onde foi recebida com muita atenção, acompanhada por todos os especialistas necessários, a criança já passou pelo cirurgião plástico Alexei Andrande, e a primeira cirurgia já está agendada.

Gabriela nasceu com fissura labiopalatina, por isso será necessário as duas cirurgias, a primeira de lábio leporino, que já fecha a fenda no lábio, dando uma estética no sorriso da criança.

Se hoje não estivesse sendo realizada a cirurgia de lábio leporino no Hospital de Base, a pequena Gabriela teria que esperar até dezembro para fazer o primeiro procedimento pela Operação Sorriso. “Estou tranquila em saber que em breve minha filha ficará mais linda ainda”, disse Léia, em saber que sua filha está apta a fazer a primeira cirurgia.

FONTE: SECOM

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